A ONDA (DIE WELLE - 2009)

Resenha Crítica | A Onda (Die Welle) | Freedwell



Rainer Wenger é um professor de ensino médio na Alemanha querido por seus alunos. Apaixonado por anarquia, ele fica desapontado quando outro professor, menos popular, toma sua disciplina, deixando-o com a tarefa de ministrar autocracia. Desanimado a princípio, ele logo desenvolve ideias que tornarão a aula mais interessante, como estimular os alunos a participarem de seu próprio experimento social, denominado de "A onda".

Organizados em grupo, usando uma camiseta branca de uniforme, o grupo segue algumas regras, como levantar-se em sala de aula quando fizer uma pergunta e referir-se ao Professor como "Her Wenger", o que incomoda um aluno. O Professor não pensa duas vezes antes de expulsá-lo da sala de aula, para choque dos outros. 

O filme dá diversos exemplos de como funciona o Fascismo, como quando os jovens, junto com o Professor, marcham em sincronia sem sair do lugar, fazendo com que pareçam uma só entidade (e também para incomodar o Professor de anarquia, cuja aula acontece na sala logo abaixo). Ou quando os membros da organização adotam uma camisa e um símbolo (a "onda" do título).

O que parece interessante no início, com os alunos ajudando uns aos outros e valorizando a ideia de união e cooperação, logo torna-se num pesadelo quando os membros da onda passam a hostilizar pessoas de fora do movimento e qualquer um que os contrarie. 

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